quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cientistas do Japão criam imagens 3D "tocáveis"


Imagine um interruptor de luz ou um livro que aparece somente quando você precisa dele. Cientistas japoneses estão um passo mais próximo de tornar a ficção realidade depois de desenvolverem um holograma que transmite sensação de toque.

"Até agora, a holografia era apenas para os olhos e se você tentasse tocar, sua mão passaria através da imagem direto", disse Hiroyuki Shinoda, professor da Universidade de Tóquio e um dos criadores da tecnologia.

Reuters

Cientistas da Universidade de Tóquio desenvolveram sistema que ajuda a criar sensação de toque por meio de ondas ultrassônicas

Cientistas da Universidade de Tóquio desenvolveram sistema que ajuda a criar sensação de toque por meio de ondas ultrassônicas

"Mas agora temos uma tecnologia que também transmite a sensação de toque aos hologramas."

Hologramas, imagens em três dimensões, são comumente encontrados em cartões de crédito, DVDs e CDs como forma de coibir pirataria. Hologramas de grande formato também têm sido usados em entretenimento.

Por meio de ondas ultrassônicas, os cientistas desenvolveram um sistema que ajuda a criar pressão quando a mão do usuário "toca" um holograma projetado.

Para acompanhar a mão do usuário, os pesquisadores usaram alavancas de controle derivadas dos joysticks do console de videogame Wii, da Nintendo.

A tecnologia até agora foi testada em objetos relativamente simples, mas os cientistas têm planos mais práticos, incluindo botões virtuais em hospitais, por exemplo, e em outros lugares onde a contaminação por toque é um problema.

Shinoda também afirmou que a tecnologia pode ser usada para substituir outros objetos físicos, o que a torna econômica e ambientalmente amigável.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Imigração ilegal

A Justiça do Arizona, nos Estados Unidos, condenou um ativista de direitos humanos que deixava galões de garrafas plásticas de água na fronteira com o México para prestar assistência a imigrantes entrando no país ilegalmente.

Walt Staton, da organização No More Deaths (Sem mais mortes, em tradução livre), foi condenado por poluir a reserva nacional de Buenos Aires, perto de Tucson, no sudoeste do país.


Grupo americano "No More Deaths" auxilia imigrantes
ilegais que cruzam a fronteira / Divulgação

Ele terá de cumprir pena de um ano em liberdade condicional, durante o qual deve completar 300 horas de trabalho comunitário recolhendo lixo.

A sentença, entretanto, reflete pouco do acirramento de ânimos que o caso gerou, para além da questão ambiental.

Os procuradores federais haviam pedido que o ativista fosse multado em US$ 5 mil e condenado à prisão em liberdade condicional de cinco anos. Na peça de acusação, eles notaram que o grupo escrevia, em espanhol, as palavras "Buena suerte".

"A conclusão óbvia é que o réu e o grupo No More Deaths querem ajudar imigrantes ilegais em sua tentativa de entrada", disseram. "Suas ações não foram uma questão de esforço humanitário, mas de protestar contra as políticas migratórias dos Estados Unidos."
Para os acusadores, Staton "acidentalmente deixou água para imigrantes ilegais, narcotraficantes e criminosos perigosos".

'Politização'

Staton, por sua vez, se recusou a pagar a multa de US$ 175 e insistiu no julgamento, que custou cerca de US$ 50 mil e gerou um grande debate público.

Durante o processo, outras organizações escreveram à Justiça em defesa de Staton, afirmando que é a política americana - e não as garrafas de plástico - a maior ameaça ao meio-ambiente ao longo da fronteira EUA-México.